terça-feira, 9 de abril de 2013
Adrenalina: de volta ao outside de Pico Alto
Após o stress da viagem,(dormir em cima das pranchas no aeroporto, chegar em terra estrangeira com uma dor de barriga sinistra devido a uma overdose de bebida achocolatada antes do embarque, nadar para relaxar em Punta Rocas, jantar e , depois de conversar com minha musa no Skype, desmaiar na cama com roupa e tudo); acordei lento, sem pressa, apostando que as emoções ficariam para de tarde.
Após o café da manhã, fiz uma sessão de fitting com uma bola suíça e uma sessão de ioga e meditação para entrar no clima. Depois de um bom banho, fui checar o mar, ou melhor , a neblina, e depois de ir até o Luisfer, decidi que o melhor era esperar a tarde chegar e, com ela, o fim da neblina.
Já de tarde, pr uma grande sorte, cruzei com o Jaime Venegas quando estava rodando em busca de alguém para cair comigo em Pico Alto, pois o mar dava sinais de vida. Ele me reconheceu pela prancha no teto e sinalizou para que eu parasse o carro. Que sorte!!
Caímos juntos e, por mais que eu tivesse me preparado para esse momento, a adrenalina estava presente. O choque de realidade em relação ao que temos de surfe no Brasil é tão grande quando se está no outside de Pico Alto que posso dizer que a caída de hoje foi mais um treino físico – emocional do que uma surf session. E bota emoção nisso.
Liso, clean, bonito, mas demorado. O Jaime pegou uma belíssima, deu um air drop lindo. A foto está no face. Depois deu uma parada, boiamos muito , sempre à espreita, mas elas não vinham. O inevitável aconteceu: fomos mais para o inside, o Jaime não, e fomos varridos por uma série. Como esse momento foi importante. Afinal, era o primeiro contato com o power do pico. Quebrou longe da gente, varreu tranquilo, vieram mais 3, mas a situação ficou sobre controle. Passei no primeiro teste, kkkk
O Jaime e outros 2 brasileiros que estavam conosco saíram d’água e eu fiquei para ver se pegava algo. Não queria sair zerado do mar. Peguei o rabo de uma e depois peguei uma intermediária onde , finalmente, deu para dar um drop com a tabla 10 pés. Que beleza!
Decidi voltar para o outside para pegar mais uma, não peguei e ainda quase fui varrido. Deu um medo de ficar sozinho naquele lugar enquanto o sol descia. Dei mais alguns minutos para vir uma série, mas não veio e decidi remar de volta. E que remada!!
Confesso que senti certo medo de a corrente ter acelerado e de que eu talvez não conseguisse sair lá de fora na remada Parecia, por um momento, que eu estava sendo puxado pela maré seca. Devia ser imaginação acentuada pelo fato de estar sozinho no outside.
Remei muito, remei muito, remei muito e.....não tinha chegado nem na metade. kkkkkk Mas no final , cheguei na baía próxima à praia e decidi nadar os últimos 500 metros. Que belo treino.
O sol se pôs esplendido ao final do primeiro dia de surfe.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário